Max Römer

13/04/08

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Max Römer Elzelina Ehlers Hans Breeman

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Durante a minha infância, muitas vezes ouvia as pessoas comentarem pinturas de um senhor alemão de nome Max Römer. Quando procurei juntar mais informações sobre este cidadão, existia sempre um vazio de conhecimento inexplicável: ninguém conseguiu dar-me elementos concretos sobre a vida e obra deste artista. Sabia que tinha executado imensas obras por toda a Ilha da Madeira e que tinha pintado obras religiosas na capela de uma quinta de familiares em Água de Pena.

Quinta da Queimada - Agua de Pena  Capela de N.S.Perpétuo Socorro Oleo de Max Römer

      Ao fim de algumas décadas, e por grande acaso, descubro uma aguarela que confirma toda a teoria que realmente esteve no local anteriormente mencionado. Só agora me foi possível obter informação mais detalhada de Max Römer, tão ignorado e, ao mesmo tempo, tão amado pelos Madeirenses. Através de um artigo editado na revista Atlântico, do Verão de 1988, com um texto de Eberhard Axel Wilhelm, investigador de obras germânicas com respeito à Madeira, consegui reunir a presente informação que, de uma forma muito resumida, pretende elucidar, dentro dos possíveis, outros cidadãos que apreciam a sua obra.

A vida de Max Wilhelm Römer começa na cidade de Hamburgo, em 22 de Novembro de 1878. Filho de Carl Heinrich Wilhelm Römer e de Maria ou Marie Sophia Catharina Römer, foi baptizado na Igreja Luterana de São Pedro, Hamburgo, em 25-12-1879. Conheceu Louise Kätchen Parizot, de origem Javaneza, na Empresa “Ledertechnik Holbe”, para a qual desenhava. Posteriormente, casou com esta jovem, em 24-05-1902, e daí nasceram os filhos: Max Römer (Hamburgo, 20-04-1902/1960); um irmão gémeo (falecido com 8 dias de idade); Anita Kätchen ou Anita Louise Römer (Hamburgo, 6-12-1904/Funchal-S. Martinho, 30-10-1934), solteira, pintora e doméstica; Rolf Reinhold Römer (nascido em Hamburgo a 30-10-1909) e Valeska (Valli) Melati Römer (Hamburgo, 8-1-1911/Funchal, 25-8-1988).

Max Römer cumpriu o serviço militar entre 1915 e 1918, na Primeira Guerra Mundial, onde esteve na frente de batalha da Champagne e do Somme (França), na Roménia e na Grécia. Terminada a guerra, e por influência de um amigo dinamarquês, que lhe conta maravilhas da beleza da Ilha da Madeira, decide embarcar no vapor “Curvello” da Lloyd’s Brasileira e rumar a esta Ilha na companhia da esposa Kätchen e dos filhos Rolf, Anita e Valeska.       

É na Madeira que inicia incessante obra, passando para o papel a imagem e os costumes desta terra, durante 38 anos. Trabalhos seus estão publicados na revista Illustrirte Zeitung, em 25-03-1925, com um número especial dedicado à Madeira e à obra deste Hamburguês, com texto de Emil Franz Gesche, na altura cônsul alemão no Funchal. Habitou em São Roque, Estrada Monumental e, por fim, até à sua morte, na Rua Major Reis Gomes.

Os seus trabalhos são uma miscelânea de temas, que vão desde o Palácio de São Lourenço, São Vicente, Porto Santo, Madeira Wine, na Madeira, e, na Alemanha, o Hall do Dresdner Bank, em Berlim, os Paços do Concelho, em Hamburgo e Bremen, e trabalhos para os paquetes “Großer Kurfürst”, “Fürst Blücher” e “Imperator”. Trabalhava com diversos materiais, fossem óleos, desenhos a carvão, guaches, mas foram as suas aguarelas que lhe deram o prestígio que ainda nos nossos dias possui. Fazia trabalhos publicitários para firmas e cinemas funchalenses, cartazes turísticos, postais, cartões de Boas-Festas, etc..

O seu falecimento ocorre em 18-08-1960, aos 81 anos. No Funchal, viviam, na altura, a esposa, que veio a falecer com quase cem anos, e a filha Valeska, ao passo que o filho Rolf residia na Alemanha. Em 26-04-1984, a Região Autónoma da Madeira homenageou Rolf e Valeska Römer, tendo, na altura, o seu filho doado à Madeira o património artístico do pai.

Trabalhos de Max Römer

 É impossível descrever toda a sua obra, por falta de conhecimentos sobre a mesma e porque os seus trabalhos estão espalhados por diversas partes do Mundo. Ainda há pouco tempo, vendiam-se muitos trabalhos deste pintor alemão numa galeria de arte norte-americana, em leilão. Irei destacar algumas reproduções em formato postal, por serem estes os mais facilmente identificáveis pelas pessoas que precisam apenas de ver o seu “traço” para reconhecerem uma obra de Max Römer.

 Agradecimentos especiais pelo trabalho de texto publicado, bem como pela sua tradução para língua alemã a Eberhard Axel Wilhelm.(1)  

(1)Eberhard Axel Wilhelm – Max Römer, postais madeirenses percorrem o Mundo – in Revista Atlântico # 14. Funchal: António Loja. Verão 1988     

 

Hotel Bella Vista - 1946

Casa

Figura feminina 1945

Pilar de Banger and Bay

Xmas card

Bordadeiras

Borracheiro

Buganvilea

Childrens

Sainth Paul kapelle

Krypte des Kaisers Karl I von Österreich

Eine Fahrt im Ochsenschlitten auf Madeira

Ochsenschlitten

Carro de bois

Schlittenfahrt auf Madeira

Touristic showcard

Coast of Madeira

Wine transport

Road to the village of Camara de Lobos

Road

Fischer auf Madeira

Flower's seller

Im Hafen von Funchal

Kirche von Monte

Road - 1929

Kiss (courtesy Michael Kassab)

Levada do Rabaçal

Flowers

Madeira House

Easter morning flowers

Road from Monte

Moonlight in Funchal Bay

Naval command

Palms draw

Ficherman

Saint John Castle

Maritime Pilar de Banger

Quinta Belém

Quinta Esperança

Hammock riding

Reid's garden

Reid's Pallace Hotel

Reid's pier

Madeira Wine wall

Madeira wine

Road to Monte

Rua das Maravilhas

Rua dos Ilheus

Sanftentrager

Santo Amaro kappelle

Sé Catedral

Transporte de Frutas

View of Madeira

Xmas card (from M. Kassab)

Xmas card (courtesy Michael Kassab)

In meiner Kindheit hörte ich oft Leute Bemerkungen zu Gemälden eines Deutschen mit Namen Max Römer machen. Als ich versuchte, an weitere Informationen über diese Person zu gelangen, tat sich immer ein unerklärlicher Kenntnismangel auf: niemand konnte mir konkrete Einzelheiten zu Leben und Werk dieses Künstlers zukommen lassen. Ich wußte, daß er auf der ganzen Insel Madeira eine beachtliche Anzahl von Werken vollendet hatte und in einer Kapelle eines Landgutes von Familienangehörigen in Água de Pena religiöse Bilder gemalt hatte.

 Nach einigen Jahrzehnten entdeckte ich durch einen großen Zufall ein Aquarell, das die Theorie völlig bestätigt, daß er wirklich an dem genannten Ort war. Erst jetzt war es mir möglich, über den so wenig bekannten und gleichzeitig von den Madeirensern so sehr geliebten Max Römer genauere Hinweise zu bekommen. Durch einen im Sommer 1988 in der Zeitschrift Atlântico erschienenen Artikel mit einem Text Eberhard Axel Wilhelms, der sich für Werke von Deutschsprachigen zur Insel Madeira interessiert, gelang es mir, die vorliegende Information zu sammeln, die in sehr zusammengefaßter Weise innerhalb der Möglichkeiten anderen Auskunft erteilen möchte, die sein Werk schätzen.

Max Römers Leben beginnt am 22. November 1878 in Hamburg. Er war der Sohn des Carl Heinrich Wilhelm Römer und der Maria oder Marie Sophia Catharina Römer und wurde am 25.12.1879 in der Hamburger lutherischen Peterskirche getauft. Er lernte die aus Java stammende Louise Kätchen Parizot in der Firma „Ledertechnik Holbe“ kennen, für die er zeichnete. Später heiratete er diese junge Frau am 24.5.1902, und sie hatten die Kinder Max Römer (Hamburg, 20.4.1902 – 1920); dessen (nach acht Tagen verstorbenen) Zwillingsbruder; die ledig gebliebene Malerin und Hausfrau Anita Kätchen oder Anita Louise Römer (Hamburg, 6.12.1904 – Funchal-São Martinho, 30.10.1934); Rolf Reinhold Römer (geboren in Hamburg am 30.10.1909) und Valeska (Valli) Melati Römer (Hamburg, 8.1.1911 – Funchal, 25.8.1988).

Max Römer leistete seinen Militärdienst von 1915 bis 1918 im Ersten Weltkrieg ab und nahm dabei an der Front in der Champagne und an der Somme teil und kämpfte in Rumänien und Griechenland mit. Nach Kriegsende beschloß er, von einem dänischen Freunde beeinflußt, der ihm die Schönheit der Insel Madeira in den herrlichsten Farben schildert, sich auf dem Dampfer „Curvello“ des brasilianischen Lloyd einzuschiffen und in Begleitung seiner Frau Kätchen und seiner Kinder Rolf, Anita und Valeska zu dieser Insel zu reisen.

Auf Madeira beginnt er sein unablässiges Werk und bringt dabei 38 Jahre lang das Bild und die Bräuche dieser Insel zu Papier. Einige seiner Werke sind in einer Extranummer vom 25.3.1925 der Publikation Illustrirte Zeitung veröffentlicht, die Madeira und dem Werk dieses Hamburgers gewidmet ist und einen Text Emil Franz Gesches, des damaligen deutschen Konsuls in Funchal, enthält. Er wohnte in São Roque, der Estrada Monumental und zum Schluß bis zum Tode in der Major-Reis-Gomes-Straße.

Seine Arbeiten umfassen eine Mischung aus Themen, die im Madeiraarchipel im Sankt-Lorenz-Palast, in São Vicente, auf Porto Santo und in der „Madeira Wine“ und in Deutschland in der Berliner Halle der Dresdner Bank und in der Hamburger und Bremer Stadthalle zu sehen sind, ferner Darstellungen für die Dampfer „Großer Kurfürst“, „Fürst Blücher“ und „Imperator“. Er arbeitete mit verschiedenen Materialien und schuf Ölgemälde, Kohlezeichnungen und Guachen, doch waren es seine Aquarelle, die ihm zu dem Ruf verhalfen, den er noch heute besitzt. Außerdem stellte er z. B. Werbearbeiten für madeirensische Firmen und Kinos, Plakate für den Tourismus, Ansichts- und Festtagskarten her.

 Sein Tod trat am 18.8.1960 ein, als er 81 Jahre alt war. In Funchal lebten seinerzeit seine Frau, die später fast 100jährig verstarb, und die Tochter Valeska, wohingegen der Sohn Rolf in Deutschland lebte. Am 26.4.1984 ehrte de Autonome Region Madeira Rolf und Valeska Römer; der Sohn hatte Madeira damals das künstlerische Werk des Vaters geschenkt

 Max Römers Arbeiten

 Es ist unmöglich, sein gesamtes Werk zu beschreiben, da es mir in seiner Gesamtheit nicht bekannt ist und weil seine Arbeiten über verschiedene Teile der Welt verstreut sind. Noch vor kurzem wurden viele Bilder dieses deutschen Malers in einer nordamerikanischen Kunstgalerie versteigert. Ich werde einige Reproduktionen in Postkartengröße herausstellen, bei denen es sich um diejenigen handelt, die am leichtesten zu identifizieren sind, zumal man nur seinen „Strich“ zu sehen braucht, um ein Werk Max Römers zu erkennen.

    Besonderer Dank für die Veröffentlichung des Textes und seine Übersetzung ins Deutsche gilt Eberhard Axel Wilhelm.

  

 

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Este site foi actualizado pelo última vez em 07/03/08